A música cristã é a salvação do mercado

qui, 24 de dez de 2009

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O título do post parece utópico, mas não é. Se você assiste um pouco de televisão, deve ter observado a grande quantidade de propagandas de discos evangélicos na Globo. A Som Livre, responsável pela distribuição de grandes nomes da música brasileira, assumiu há algum tempo a tarefa de divulgar também artistas que você conhece bem, dentre estes Diante do Trono, ‘Irmão’ Lázaro e Aline Barros.

Raciocine um pouquinho: que interesse, senão o dinheiro, levaria uma empresa do porte da Som Livre a investir em artistas cristãos, inserindo na grade de programação da Globo – historicamente arredia no que diz respeito ao relacionamento com os protestantes -? Caminhamos a passos largos, segundo estimativa baseada no último censo do IBGE, para o número de 50 milhões de evangélicos no país. É um grande mercado em expansão.

Ande pelos shoppings, mercadinhos e outros cantos de sua cidade onde, anos atrás, lojas de discos brigavam por um metro quadrado. A Livraria El Shadday, a Livraria Doce Presença do Espírito Santo e outras de nomes super criativos denunciam a realidade: os ‘crentes’ são os únicos que ainda entram em loja para comprar um CD. E sem ouvir ainda por cima, baseados na boa-fé dos vendedores hiper-capacitados (ironia, ok?).

Quer um cenário melhor que este para investir?

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A natureza divina de Avatar

sáb, 19 de dez de 2009

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Assisti neste sábado Avatar, como você deve ter lido em algum lugar, o novo filme de James Cameron, o homem por trás de obras-primas como Exterminador do Futuro – I e II – e Titanic. Para você que não assistiu Avatar ainda, um aviso: não há spoilers, mas o texto pode soar altamente brega caso não tenha sido contagiado pela ótima mensagem do filme.

Antes de adiantar minhas impressões sobre o longa, é preciso compartilhar um pouco das ideias que tenho acerca da relação homem-natureza. Neste sábado mesmo conversava com minha esposa (você sabe como é vida de recém-casado, um “eu te amo” cá, outro acolá…) quando me questionei sobre algo: quantas vezes Deus diz que me ama? A cada minuto, repondi a mim mesmo.

O complemento da resposta vai além do previsível “ah, ele me ama por me manter vivo, respirando, blá, blá, blá”. Deus me mostra seu amor quando voltando para casa contemplo uma bela arrevoada de gaivotas, quando vejo o pôr-do-sol por trás das montanhas, um pássaro que canta… toda a natureza reflete a Glória de Deus. Há algo de divino nesta ligação que foi rompida no Éden.

Ou vocês se esquecem que Deus criou o Homem para que pudesse compartilhar da beleza de Sua criação? Por este motivo soltamos um sorriso espontâneo ao sermos surpreendidos com a grandiosidade da natureza, seus detalhes minuciosos e sua simplicidade-complexa, como diria meu primo (@sauloporto).  Tudo simplesmente funciona, sem ordem aparente. O equilíbrio existe. E nós insistimos em quebrá-lo.

E é neste ponto que Avatar é tão comovente – e mais convincente que outras obras como 2012 e Uma Verdade Inconveniente. O filme vai no vínculo inicial do ser humano: a relação divina que há entre nós e a natureza. É inevitável não se comover com a luta dos Na’vi (alienígenas) em defesa de seu planeta natal Pandora. James Cameron passa seu recado sem apelar para o discurso moralista. E emociona.

Esqueça o 3D e os efeitos. O melhor de Avatar está em sua essência humanista, na beleza da Criação. Ao rolar dos créditos finais, o que realmente importará é a sensação de que podemos voltar a enxergar o amor de Deus em cada sopro de vento, dando valor e preservando tudo o que por Ele foi criado. Como cantou Leonardo Gonçalves em “O Amor de Deus”, faixa do seu primeiro disco: “É fácil notar que as obras de Deus / estão todas repletas de amor”.

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O mundo cinzento do Colour Revolt

sex, 11 de dez de 2009

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Uma locomotiva aquecida a distorções. Em uma metáfora meia-boca, assim tento definir toda a agressividade do som do Colour Revolt. Criado no Mississipi, terra do Blues e do Gospel americano, o grupo passa longe da harmonia clássica dos spirituals. Mas nem por isso mexe menos com o coração de quem ouve.

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Ora meio descarrilada – grunhindo timbres agudos de guitarra como um trem que sai dos trilhos – outrora suave e doce, a miscelânea extraída do som da banda surpreende. São duas guitarras, teclado, baixo, bateria e muitos, muitos gritos e gemidos de Jesse Coppenbarger, frontman do Colour Revolt.

Cinzentos em extremo, os discos da banda pouco fazem jus ao nome escolhido. Entretanto, em meio a tanta melancolia, as letras injetam um resquício de esperança nos ouvintes.

Quando você não tem para onde ir / Nós temos amigos aqui / Nós temos uma casa longe de casa /Conseguimos”. Versos de “A New Family” (Uma Nova Família).

Em uma demo intitulada Colour Revolt EP (2005) a banda mostrou estar acima do padrão indie do mercado. Com bons timbres, efeitos incomuns de guitarra e teclado, o grupo chamou a atenção de selos de distribuição nos EUA, que logo colocaram o disco no mercado. Fizeram turnê com bandas como Explosion In The Sky e amadureceram.

Três anos depois, bem menos instrospectivo, o primeiro LP foi lançado: Plunder, Beg and Curse (2008). Aqui as guitarras soam mais espertas, bem dividas, ritmadas, bem diferente dos acordes soltos e jogados que caracterizavam o primeiro trabalho do Colour Revolt. Mesmo assim, um disco impecável – que não saiu do meu iPod em 2009.


Como toda boa banda que ainda não foi descoberta pelo grande público – em especial o cristão -, é difícil encontrar material para download na internet. Me valendo da estratégia do The Pirate Bay – que não hospedava, mas linkava para os arquivos disponíveis -, seguem dois links para download:

- Colour Revolt EP (2005)
- Plunder, Beg and Curse (2008)

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Sufjan Stevens entre os melhores da década

seg, 23 de nov de 2009

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A revista americana NME publicou uma lista dos 100 melhores discos da década. Para minha alegria – e nem tanta surpresa -, Sufjan Stevens, um dos melhores artistas cristãos que já ouvi na vida, integra o segundo pelotão, na 17ª posição da lista.

Para quem não conhece, Sufjan mescla folk, rock alternativo e uma chuva de metais – que fazem toda a diferença colorida em seu som. Um artista inovador, até difícil de encaixar em algum rótulo do mercado – o que, neste caso, é muito bom. É respeitado dentro e fora do circuito cristão.

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Vale a pena dar uma conferida na lista da NME e, claro, ouvir o disco Illinoise, sem dúvida, uma das obras-primas da década. Merece cada elogio que recebeu, recebe e receberá em um futuro próximo – quando seus filhos o descobrirem! A propósito, Sufjan lançou uma música nova dia desses, mais experimental/eletrônica. Divirtam-se.

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Mais uma banda chega ao fim

sáb, 31 de out de 2009

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Descobri neste sábado por meio do .Gospel que o Copeland, uma das melhores bandas cristãs da atualidade, chegou ao fim. Segundo nota divulgada pelo grupo, não houve briga ou qualquer evento abrupto que pudesse justificar o fim, todos simplesmente “acharam que era o momento”.

A banda realmente encerra uma gloriosa carreira de nove anos, com auge – considero eu – no último disco You Are My Sunshine, realmente uma preciosidade colocada no mercado pela Tooth & Nail Records. Por sinal, quem quer achar música boa, sempre deve ficar atento ao casting deste selo musical.

Mas se a hora é de lamentar, nada melhor que o próprio som do Copeland. Melancólico na dose certa, o Copeland, liderado pelo frontman Aaron Marsh, sempre apresentou canções que mesclam guitarras leves, pianos suaves e arranjos vocais daqueles que grudam na cabeça durante todo o dia.

Se não conhece a banda, ouça algumas canções que separei aqui. Se já conhece, aproveite pra matar a saudade.

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Veja mais aqui.

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