O título do post parece utópico, mas não é. Se você assiste um pouco de televisão, deve ter observado a grande quantidade de propagandas de discos evangélicos na Globo. A Som Livre, responsável pela distribuição de grandes nomes da música brasileira, assumiu há algum tempo a tarefa de divulgar também artistas que você conhece bem, dentre estes Diante do Trono, ‘Irmão’ Lázaro e Aline Barros.
Raciocine um pouquinho: que interesse, senão o dinheiro, levaria uma empresa do porte da Som Livre a investir em artistas cristãos, inserindo na grade de programação da Globo – historicamente arredia no que diz respeito ao relacionamento com os protestantes -? Caminhamos a passos largos, segundo estimativa baseada no último censo do IBGE, para o número de 50 milhões de evangélicos no país. É um grande mercado em expansão.
Ande pelos shoppings, mercadinhos e outros cantos de sua cidade onde, anos atrás, lojas de discos brigavam por um metro quadrado. A Livraria El Shadday, a Livraria Doce Presença do Espírito Santo e outras de nomes super criativos denunciam a realidade: os ‘crentes’ são os únicos que ainda entram em loja para comprar um CD. E sem ouvir ainda por cima, baseados na boa-fé dos vendedores hiper-capacitados (ironia, ok?).
Quer um cenário melhor que este para investir?

Assisti neste sábado Avatar, como você deve ter lido em algum lugar, o novo filme de James Cameron, o homem por trás de obras-primas como Exterminador do Futuro – I e II – e Titanic. Para você que não assistiu Avatar ainda, um aviso: não há spoilers, mas o texto pode soar altamente brega caso não tenha sido contagiado pela ótima mensagem do filme.

qui, 24 de dez de 2009
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