Ser blogueiro tem suas vantagens e desvantagens. Quem tem audiência ganha convite do Blogger’s Cut, assiste ao filme de graça, obtém mais acessos e até pode tirar um graninha no Adsense. Quem não tem audiência não ganha convite e não tem grana.
O filme (veja o trailer) é sem dúvida um grande episódio, mas isto não compromete a qualidade do longa. As piadas são ótimas, as críticas políticas estão lá, em seu devido lugar, ao lado das críticas sociais e da tão em voga discussão ambiental.
E este é o pontapé inicial da história, que não se desprende do foco central. Mas também não se perde. O blockbuster possui um dos roteiros mais coesos de 2007, ao lado de Ratatouille. Os conflitos pessoais se desenvolvem melhores do que nunca.
O conturbado casamento de Marge e Homer, sua ausência como pai, a relação entre os irmãos, o egocentrismo dos personagens da cidade, a malvadeza de Mr. Burns, a bondade do Flanders, enfim, tudo bem exposto, como nos 20 anos de desenho. Coube até uma leve crítica à Hollywood.
Por falar nisso, a parte técnica é impecável. Os “takes”, se é que posso dizer isso, fogem dos padrões do desenho. O que dizer da sequência de Bart no skate? Efeito câmera virtual, 100% Matrix. Já a polêmica dublagem de Homer incomoda nos primeiros 20 minutos. A voz é mais aguda que a feita por Waldyr Sant’Anna, mas logo acostumamos ao novo timbre.
O filme até provoca uma leve reflexão, mas o forte é mesmo a diversão. Esta, por sinal, está presente desde as primeiras campanhas publicitárias da obra. Quem não fez seu avatar no Simpsonizeme? (tirando você, Laís) Ou não rolou de rir ao ver uma rosquinha pendurada no Cristo Redentor? D’Oh!
Uma ótima campanha para um bom filme. Programa saudável para um fim de semana com toda a família. Ah, não esqueçam de ficar até o fim dos créditos. Pelo menos se quiserem ver a Meggie falando.

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