Primeiro a tragédia. Em setembro do ano passado, 154 pessoas morreram no acidente com o vôo 1907 da GOL. A aviação brasileira entra num caos sem precedentes: greves de controladores de vôo, pressão sobre o Governo e anúncios de melhorias infra-estruturais no setor aeroportuário.
Uma obra meia-boca foi feita em Congonhas após o deslize de uma aeronave no momento da aterrissagem há meses atrás. Aliás, a obra foi um cala-boca semelhante às operações tapa-buracos, realizadas precariamente há tanto tempo nas rodovias federais brasileiras.
O serviço vai ser investigado pela Polícia Federal. E o mais impressionante: a pedido do presidente Lula, que só tem feito se esconder em momentos de tensão. Mas isto não o redime da culpa.
Talvez ele só não viajou para fora do país por falta de coragem. Afinal, ninguém, nem ele, acredita na segurança do espaço aéreo brasileiro. Mas não por isto deixaremos de protestar, de xingar indignados os líderes irresponsáveis, que há muito vem sendo alertados sobre os perigos iminentes, mas se recusam a priorizar investimentos específicos ao setor.
Que as vaias do Pan ecoem mais e mais alto. Não vamos nos calar. Talvez só por um minuto, em respeito às 160 vítimas do vôo 3054, a maior tragédia aérea do país.
São inocentes nas mãos de incompetentes. São inocentes vítimas de um Governo displicente.
Um bando de incom-PT-entes.
Update:
Estamos sendo comparados à Nigéria da década de 70.
Segundo o “Aviation Safety Network”, organização sem fins lucrativos que reúne dados sobre 12.200 acidentes aéreos ocorridos desde 1943, o recorde atual de vítimas fatais durante um pouso é da Nigeria Airways. Um avião da companhia se incendiou em 22 de janeiro de 1973, em Kano, na Nigéria. Fonte: G1

julho 19th, 2007 às9:38
putz… realmente é inaceitável essa situação da aviação brasileira…
e sobre o link, vou pegar o seu banner aí e colocar la no Fatos Inuteis, blz?
seu blog tá show de bola!
abraço e sucesso!