
Em três meses de blog, não sei como ainda não tinha escrito sobre o Newworldson. Este quarteto canadense – que mais parece ter nascido e crescido na lama do Mississipi – une com perfeição a música folclórica americana. Soul, blues, gospel, tudo junto em composições surpreendentes.
Guiados pelo vocalista Joel Parisien, que também comanda pianos, hammonds e clavinetes com wah-wah, o Newworldson vai do James Brown ao Beach Boys. Em ritmo quase sempre sempre dançante, os quatro criativos meninos do Canadá extraem com maestria o melhor de seus instrumentos – baixo acústico, guitarra e bateria.
A ausência de elementos eletrônicos pode parecer limitadora para a maior parte dos músicos, mas não para o Newworldson. Em Salvation Station, segundo disco do grupo, os espaços são preenchidos com ótimas divisões rítmicas e arranjos sensivelmente elaborados. Quando falta algo, o o vocalista arrisca um beatbox.
As letras são de uma sinceridade incomum a artistas que não se vendem sob o rótulo de worship music. Working Man (Homem Trabalhador, em tradução livre), abre o disco deixando claro o objetivo principal do grupo. “Eu sou um homem trabalhador e deixo as coisas bem feitas / Trabalho para o Espírito Santo e trabalho para o Filho / Eu sou um homem trabalhador / Sou o agente especial do Cordeiro”, entoa Joel Parisien.
Ouvir Salvation Station é passear pelo Sul dos Estados Unidos. Chega a ser difícil acreditar que quatro branquelos canadenses poderiam retratar tão bem a cultura deste representativo pedaço de chão. Mas confesso: não me lembro de ter ouvido um álbum tão renovado e, ao mesmo tempo, tão fiel às raízes da música negra americana.
Ouvir Salvation Station, antes de tudo, é aprender.

junho 23rd, 2009 às15:41
Oi Grande Rafael!
Vc tem algum link para baixar algumas músicas do new world son?
junho 23rd, 2009 às17:12
Serafa,
manda um e-mail para rafaelportors@gmail.com que a gente conversa este assunto melhor.
hahahahhaha