
Me veio uma dúvida. Será que estou tão desatualizado assim? Afinal, o mercado cristão movimenta anualmente R$ 1 bilhão (dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos), em um país com 30 milhões de evangélicos. Resolvi tirar a prova dos 9 apresentando o site a amigos e mesmo assim, ninguém conhecia os artistas indicados.
Onde está o problema, na indústria fonográfica ou nos ‘crentes’?
Em primeiro lugar, desde que a música evangélica começou a ser tratada como produto comercializável, tornando-se o segundo ‘gênero musical’ mais vendido no país, protesto contra a qualidade técnica das produções, da estratégia mal feita por parte das gravadoras e do comodismo dos artistas.
Foi consentido que ‘é música evangélica, deve ser ouvida’. Não é bem assim. Fora do Brasil, artistas cristãos e seculares dividem prateleiras, rádios e – principalmente – espaço na internet. Sim, sim. Boa parte dos jovens evangélicos estão na web, buscando boa música, bons filmes, indicações de leitura e opinião.

Até quando as grandes do país (MK e Line Records) se limitarão às rádios AM e FM. Eu não ouço mais rádio alguma, prefiro o bom – e já velho – mp3. Assim como eu, milhares de jovens estão trocando as altas frequências por uma pequena estação portátil.
O Troféu acabou se tornando uma maneira de revelar os desconhecidos e não premiar os melhores. O problema é que, quando boa parte dos votantes não encontrar mais seus artistas favoritos em meio aos indicados, qual será a função do Troféu Talento?
Os downloads ilegais são inevitáveis e até mesmo os ‘fiéis’ ouvintes poderão trocar as livrarias e lojas de discos pelo Google. É hora de inovar, reinventar o formato de divulgação dos artistas evangélicos. Enquanto isto não ocorre, o alforria se propõe a ser um filtro de qualidade, trazendo à tona o que há de bom – ou não – no mundo cristão.
E você o que acha?

Deixe seu Comentário