Enquanto isso, dois fariseus comentam sobre um herege…

seg, mar 23, 2009

Especiais, Humor

Fariseus- Lior, já viste o homem que está a nos acusar, nos chamando de hipócritas?

- Vi Liron, como pode tal herege apontar a nós, homens escolhidos por Deus, que trazemos a lei ao povo?

- Um absurdo! A todo momento que encontramos com ele, está lá a nos apontar, nos chamando de sepulcros caiados, desdenhando a lei de Moisés, que praticamos com tanto esplendor e ardor?!

- Praticamos a lei e a ensinamos ao povo como um baloarte divino na terra. Quem esse homem acha que é, se dizendo Filho de Deus para nos acusar, adentrar no templo derrubando mesas de mercadores que estão ali apenas procurando o próprio sustento? Quem é ele para ir contra a sua própria religião?

- Herege! Infame! Que diz seguir a lei, mas blasfema contra nós, homens incumbidos pelo próprio Deus para guardar Sua Palavra!

- Terá o fim como o de João Batista, que nos chamava de raça de víboras em frente à multidão!

- Sim! Quais são as obras que ele tem a mostrar? Homem que come com publicanos, prostitutas e pescadores enquanto nós, homens puros, jejuamos! Expulsa demônios por ser o maioral dos demônios!

- Tratemos nós de calar esse homem que nos acusa de ser hipócritas! Acusemo-no de invejoso! Acusemo-no de herege! Pois suas palavras podem influenciar aos que não se contentam com nossa sabedoria e postura pura!

- Sim, calemo-no! Aquele que é contra homens de Deus como nós é contra o próprio Deus! Ai desses que levantam a voz contra nós! Quem acham que são? Nós somos homens da lei, usados por Deus, enquanto esse homem que nos acusa é apenas um marceneiro nazareno, invejoso, intrigueiro, acusador e insolente!

Lior e Liron são fariseus fictícios assim como o diálogo entre eles. Porém, qualquer semelhança com o cristianismo de hoje em dia será mera coincidência…

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15 Comentários Para Esse Post

  1. Marcelo Medeiros disse:

    Na boa René, nesta vc se superou, e muito!!!! Um abração e poarabéns pela história.

  2. Lucas Marin disse:

    Só discordo do fato de os fariseus da conversa afirmarem: “Praticamos a lei e a ensinamos ao povo como um baloarte divino na terra”…
    Se eles andassem assim Jesus não os chamaria de hipócritas!
    O fato de não praticar o que pregavam levou os fariseus a perderem o real sentido da Lei dada por Deus (o mesmo Deus que enviou a Jesus), passando a ser sepulcros caiados, pois sua religião era vã, pois não seguia a Deus em plenitude!
    Alguns dos fariseus realmente cumpriam a lei e se esforçavam para isso!
    Nicodemos era um fariseu e se esforçou pra seguir a Cristo…
    Jesus sabia bem aos que chamava de hipócritas, aos que mandou limpar o interior do prato para que o exterior ficasse limpo!

    Deus continue nos firmando e não permitindo que nossa religião se torne vazia e sem sentido!

  3. René Vasconcelos disse:

    Lucas, essa característica é interessantíssima nos fariseus: eles acreditavam cegamente viver na lei. Mesmo que não vivessem – e sabemos que a maioria não vivia mesmo – eles acreditavam piamente viverem conforme a lei. Por que? Porque eles se achavam superiores demais para conseguirem enxergar seus próprios erros e achavam um absurdo que alguém os apontasse.
    Abraço e a paz!

  4. WELLINGTON disse:

    A postagem realmente foi muito boa, interessantíssima e muito acertada.

    Só não quero acreditar que o objetivo foi conjecturar os farizeus como sendo certos pastores sempre criticados aqui e Jesus como sendo este Blog.

    Tomara que não!

    Deus abençõe a todos

  5. René Vasconcelos disse:

    Oras Wellington, como um absurdo desses foi passar na sua cabeça? É interessante ver como as sentenças se desenvolvem na cabeça das pessoas. Cada um toma a perspectiva do texto que lhe cabe e lhe pesa. Minha vó usava uma expressão tão simples quanto sábia; “Porque se sentes incomodado? A carapuça serviu?”

    E não, não me atrevo a comparar Jesus a esse blog. O Senhor é santo. E não me atrevo a comparar os pastores criticados aqui aos fariseus. Os fariseus não merecem tanto.

    A paz!

  6. WELLINGTON disse:

    René.

    Disse o que disse porque a teoria do seu blog tem sido esta mesmo. Comparações sem as vezes analizar bem os fatos. Por isto, pensei na possibilidade deste absurdo. Mas que bom que eu errei feio, né?

    Quanto à carapuça, não serviu, mesmo porque nem pastor eu sou, muito menos fui criticado aqui. E, ainda, se os farizeus fossem comparados a mim, seriam bem menos do que foram.

    Já que o negócio é vovó sábia, a minha dizia o seguinte: “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. E eu mudo assim: “quem escreve o que quer, lê o que não quer”

    E, ó, não me repreenda, hein! Lembre-se que eu e os outros leitores deste blog somos a razão de ser dele.

    Aliás, voce deveria ter mais zelo com ele, pois, pelo que eu sei, o seu blog é, senão o mais, um dos mais visitados e conceituados do meio evangélico e, por isto, Parabéns!

    Agora, se todos aqui concordassem com tudo que vc escreve, seria muito monótono, não?

    É “mermão”, o caminho da obra de Deus tem pedras……

    Um abraço, Deus te abençõe!

  7. René Vasconcelos disse:

    Então, essa é a graça! Para mim seria muito mais simples bloquear os comentários e não permitir que ninguém comentasse o que eu escrevesse. Mas se eu fizesse tal coisa não estaria agindo igual aos que critico? Empurrando algo que, para meu benefício, tomo como “verdade” e preciso que as pessoas acreditem nessa minha “verdade” para que eu me sobressaia e justifique minhas atitudes. Não! O Evangelho tem de ser vivido, experimentado, pensado, usufruído por cada um em uma plena liberdade de pensamento. E aqui, é um dos lugares em que você tem a liberdade de dizer, contradizer, criticar, refutar e xingar o que lê.

    A Verdade plena a qual o Senhor nos traz deve ser conhecida, experimentada, remexida em nós, para que possa nos libertar. Se não fosse assim, o Senhor nos diria “Ouvireis a verdade e ela vos libertará”. Por isso trato meus textos como o início do instigar. Você pode apoiar ou não minha idéia e o modo como a trato; o importante é que você parou para refletir sobre aquele assunto e tomou a sua própria decisão.

    Quanto ao parabéns, muita gentileza de sua parte. Mas acho que não é tanto assim; e prefiro que nem o seja.

    A paz!

  8. WELLINGTON disse:

    Se voce quiser bloquear os meus comentários, tudo bem! Agora lembre-se de que eu só fiquei conhecendo seu blog devido à sua tentativa de expor ao ridículo a igreja que faço parte, ok?

    A Paz.

  9. indeterminista disse:

    Existe um livro interessante. È de Goethe. Chama-se Werther. Nem precisa dizer que o talento de Goethe fez da estoria uma obra admiravel. Ele escreveu como se fosse verdadeira a estoria. E muita gente, durante muitos anos, acreditou que Werther de fato era real. Teve gente que até ganhou dinheiro: “Olhem, esta é a casa onde Werther morou”. Se eu estou entendendo, Marcelo, apenas, mostrou que é possivel escrever uma mentira. Conhecem o “Caso Dreyfus”. Em cada cultura, um jeito de pensar. Apolonio Molon dizia: “Israel é o unico povo ateu que existe”. Jamais um judeu imaginaria que o seu cargo veio de algum deus. Jamais. Em hebraico, a grafia pra deus e nada é a mesma. Somente conhecendo, nem que seja um pouco, uma cultura, pra começar a entender o seu jeito de pensar. E prestem bem atenção. Jamais um judeu seguiria um suposto ressuscitado que tivesse….hum, subido ao …céu. Jamais. Cuidado com o “eu falo porque escutei alguem falar”. Eu não sou judeu.

  10. Gaspar disse:

    Com certeza voce não é judeu, voce é louco!

  11. indeterminista disse:

    O objetivo não é fazer ninguem sair do serio. Quando uma pessoa nasce dentro de uma cultura, as coisas daquela cultura fazem sentido pra ele. A lingua, os textos, as letras. O aprendizado é feito com todos os sentidos, A pessoa vai crescendo e tudo é entendido. Quando se fala de outra cultura, não é assim. Uma coisa sem sentido pra um, faz sentido pro outro. Exemplo:בית תפילה, garrancho pra uns; bait tefilah, já começou o sentido; casa de oração, fez sentido. Mas a ideia não é mesma. tefilah vem de tefel, perda de tempo. Era uma lembrança para um judeu que orar não significa nada, se ele não agisse. Nenhuma divindade iria fazer pra ele o que ele tem de fazer. Outro exemplo: Jesus passeava nas searas e colhia espigas etc. Se existisse um judeu que não conhecesse o texto, e fosse lido pra ele; ele não ia entender nada. Ele perguntaria:”eles não estão com fome? Devem comer.” Mas não pode colher. Ele diria: é claro que pode. Não estao com fome? פקוח נפשׂ דוחה שׂבת. A necessidade suplanta o shabat. Ele poderia ainda perguntar. “Mas o que eles faziam quando começou o shabat? Por que não prepararam? Onde eles dormiram? Por que não estão com suas familias? Voces sabem, o dia judaico é diferente. Ou seja, pra ele o caso não faria sentido algum. Mas ele cresceu dentro de um estilo de vida completamente diferente.

  12. Gaspar disse:

    É louco mesmo!

  13. indeterminista disse:

    De dentro do saco de argumentos, a ultima coisa que sai são os adjetivos.

  14. Gaspar disse:

    Até que enfim falou alguma coisa que deu pra entender!

  15. Marcelo Medeiros disse:

    indeterminista até q enfim algo de útil em tuas colocações. Li o romance de Goethe, se não me engano são os Sofrimentos do Jovem Witer, é escrito em forma de diário, muito bom o jeito como o brilhante autor escreve.

    Mas a Bíblia não foi escrita por homens como Goethe. Pedro, Davi e outros ñ eram filósofos, eram homens de povo. Contudo o efeito que as Escrituras continua a provocar nos corações dos homens é algo de valor indizível.

    Ñ conheço ninguém q tenha lido o romance em apreço e tenha se tornado mais precavido em casos de amor. Mas tenho testemunho de pessoas q leram a Bíblia e acharam conforto e um norte para as suas vidas no que leram.

    Abrcs.

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