Ao observar um copo d’água sobre sua mesa, fisicamente estática, quimicamente contendo H2O, em toda a plenitude de sua existência como matéria, você aperta os olhos um pouco mais a fitá-lo; seria este copo real? Não seria ele, o copo, uma subversão da realidade promovida por um super-computador que aprisiona seres humanos em sua própria consciência para usá-los como fonte de energia? Neste momento você para de pensar, pega o copo e toma a água que estava lá contida. Sim, agora você tem certeza que o copo é real.
Não seria loucura você, ao olhar um objeto sobre sua mesa, pensar “eu creio que este objeto existe“, e, só depois de tocá-lo poder afirmar com certeza que aquele objeto realmente existe? Assim é com Deus. É um absurdo o que os evangélicos fazem atualmente tentando uma forma de provar a existência de Deus através de “prodígios” e “sobrenaturalismo”. A cada dia mais e mais “evangélicos” surgem com uma crença tênue em Deus. Crer? Ter fé em Deus vai muito além de simplesmente crer; é ter certeza. Sim, certeza antes de poder tocá-lO ou de qualquer prova de Sua existência. Pois se não tivermos uma certeza concreta na existência de um Ser Consciente e Criador, de que adianta sermos evangélicos? Crer em Deus não basta, é muito pouco, diante de Sua magnitude; é necessário termos certeza nEle.
Como ter certeza de algo que não podemos provar?
Existem inúmeros argumentos visando comprovar a existência de Deus; todos eles extremamente refutáveis sob o olhar científico. Queres ver um exemplo? Existe uma teoria que diz ser impossível existir a harmonia de vida na Terra se não houvesse alguém, um maestro, a orquestrar a filarmônica complexa e variada da natureza. Um argumento lindo! Porém, se existe um maestro a orquestrar o mundo, qual o motivo da existência da fome? O que isso traz de harmonia? Por que tantas crianças nascem com problemas físicos? Seria um maestro não muito primoroso a orquestrar uma filarmônica sem talento? Pois, é realmente um argumento com muitas falhas.
A verdade – e essa é uma dura verdade – é que não dá para provar a existência de Deus. Você vai enlouquecer, morrer tentando e não chegará a sucesso algum. E é aí que a fé entra. Esse é o papel fundamental da fé na vida de um cristão; não simplesmente crer, mas VIVER algo que não pode ser provado ou documentado. Eu estou falando na certeza – diária e coerente – da existência de um Ser Soberano, que reina coscientemente e que conhece a cada palmo desse mundo. Eu vivo isso diariamente; parei de “crer” em Deus faz muito tempo. Ele é a minha verdade, algo tão real quanto o copo d’água sobre a mesa, que faz parte do meu dia-a-dia incondicionalmente.
Neste momento, alguém mais cético pode estar pensando: “mas isso não seria inventar uma realidade própria?” Não. Se você pensar friamente, existe algo além da razão, uma verdade que não pode ser atingida, inexplicável. Todos procuram essa verdade, cristãos ou não. E essa lacuna, esse “deus desconhecido” (At 17:23) nós encontramos na certeza de Sua existência. Isso não é criar uma mentira, mas viver uma verdade que vai além da razão. Isso é a fé bíblica.
Portanto, pare de “acreditar” em Deus. Chega de superstições evangélicas, pare de pensar no que você pode ganhar se acreditar nEle. Isso não é fé e “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Fé é certeza, plena convicção em algo que não podemos ver.
Comece a viver um relacionamento com Deus. Não pelo o que Ele pode te proporcionar, mas pelo o que Ele é; uma verdade que, apesar de não ter base racional, pode ser vivida e experimentada. A partir daí e, só a partir daí, poderemos ir para o próximo capítulo!


julho 8th, 2009 às9:59
Muito bom o texto, mas quando abri aqui o blog e li “eu não creio mais em Deus” pensei que você tinha se desviado. Hehehe
Esse é um assunto que medito de vez em quando. As pessoas falam muito sobre fé, mas não é explicado o que ela é. Acho que quase ninguém sabe explicar muito bem. muito bom o texto, evangelístico e edificante.
Deus te abençõe
julho 8th, 2009 às10:02
Ps: já tem alguns meses que estou esperando a continuação do estudo sobre 1 Reis 13.
julho 9th, 2009 às12:24
Desde criança tenho hábito de conferir o significado de algumas palavras no dicionário, embora reconheça – na medida em que vou amdurecendo intelctualmente – que nem sempre este nos responda satisfatoriamente.
Mas descobri em uma das minhas consultas que a palavra crer significa ter algo como verdadeiro. Crer no Evangelho – conclui a partir da pesquisa – é o mesmo que entender que este é a verdade, ainda que tal verdade não me seja compreensível do ponto de vista racional.
Até porque meu caro amigo quem foi que disse q a razão tem de ter razão em tudo? Parabéns pelo excelente estudo, ótimo!!! E mais ainda pelo post de viés filosófico.
Abrcs
julho 9th, 2009 às18:22
“”Comece a viver um relacionamento com Deus. Não pelo o que Ele pode te proporcionar, mas pelo o que Ele é; uma verdade que, apesar de não ter base racional, pode ser vivida e experimentada. A partir daí e, só a partir daí, poderemos ir para o próximo capítulo!”"
Post corretíssimo. Não podemos nos dirigir a Deus apenas pelo que Ele pode fazer por nós e sim pela Soberania da sua Existência. Aliás, me lembro agora de um sábio pastor e ancião aqui de BH, infelizmente já falecido, que interpelado por um ateu que lhe disse que Deus não existia lhe respondeu assim: “Você tem razão. Deus não existe mesmo! Pois para algo existir necessário é ser criado por alguém e quando estragar ou morrer deixar de existir. Ora, Deus não foi criado por ninguém e nem nunca vai estragar ou morrer, daí o fato dEle não existir. D E U S É!”
Mais um argumento para reforçar a idéia de que não precisamos provar científicamente a existência desse Deus maravilhoso e único. A nós, basta a fé para crermos nisto!
Só não podemos aceitar as tragédias, o sofrimento, o desprezo, a necessidade, e até mesmo a miséria como definitivo em nossas vidas. Ainda que provações teremos, Este Deus tem poder pra mudar a nossa circunstãncia, se exercitarmos esta nossa fé! E Ele tem feito!
julho 10th, 2009 às16:42
… Mano, assino embaixo !
bjussss
julho 11th, 2009 às13:39
Ora, Deus não foi criado por ninguém e nem nunca vai estragar ou morrer, daí o fato dEle não existir. D E U S É!”
Ótima esta percepção, já havia ouvido esta de um professor de seminário, mas não com esta abordagem, parabéns!!!!!!
julho 11th, 2009 às15:20
ótimo Post, Muito Bom mesmo!!
julho 11th, 2009 às18:12
DEUS nunca se limitou a fé do homem e sim o homem se limita na sua fé em DEUS
julho 11th, 2009 às23:01
parabéns!!!!!! ?????????????
Que deu em você, tá com febre?
julho 14th, 2009 às12:59
“parabéns!!!!!! ????????????? Que deu em você, tá com febre?”
Pagai a cada um o que lhe é devido, a quem imposto, imposto… a quem honra, honra (Rm 13. 7).
Abrcs.
julho 14th, 2009 às13:00
Mais ucoisa continue assim …..
Abrcs.
agosto 20th, 2009 às11:56
Muito bom mesmo!
A certeza que temos vai de encontro a aposta de Blaise Pascal(minha leitura claro…) : “Se nós estivermos errados, perderemos 80 anos de vida…se os céticos estiverem errados,perderam a vida Eterna!!!”
A diferença que Sabemos que estamos corretos, nao por acreditarmos, mas por termos certeza!!!
E Marcelo, tb um professor que tive (Alan Brizzoti) disse algo relacionado a isso :” DEUS não existe! Ele É! Está acima disso : ele criou a existencia!”
legal neh?
E isso me levou a senguinte quetão : como lidar com ceticos ou agnosticos que querem discutir abertamente com nós? Eu confesso que tenho problemas com argumentos e de como lidar com asuntos assim…De um lado quero falar de Cristo, mas de outro lado sei que a maioria tem o coracao fechado e vao ser palavras/argumentos jogados ao vento…
Alguem tem experiencia ou ja lidou com situacoes assim?
ps: assuntos assim que sinto falta!Somos militantes sim mas já não está exacerbado esses assuntos da época da “Idade MIDIA”? rsrss
agosto 31st, 2009 às16:19
Não tenho fé para crêr, que vocês de fato tem intimidade com Deus…
setembro 2nd, 2009 às15:24
eita!!!
setembro 22nd, 2009 às13:02
Posso tirar duas conclusões a respeito da fé.
1º) A fé e um fracasso, um abandono, uma demonstração clara de que áquilo que se crê não pode ser provado, então para salva r a situação pede-se a fé.
2º) A função da fé e te fazer aceitar áquilo que a sua inteligência e verdade rejeita.
Pois é, quando verificamos na prática os acontecimentos na existência humana,e passamos a desconfiar de que de fato não exista nenhum deus, neste momento entra a fé, minando todas as nossas inteligências e calando nosso senso crítico.
novembro 11th, 2009 às12:35
“Posso tirar duas conclusões a respeito da fé.
1º) A fé e um fracasso, um abandono, uma demonstração clara de que áquilo que se crê não pode ser provado, então para salva r a situação pede-se a fé.
2º) A função da fé e te fazer aceitar áquilo que a sua inteligência e verdade rejeita.
Pois é, quando verificamos na prática os acontecimentos na existência humana,e passamos a desconfiar de que de fato não exista nenhum deus, neste momento entra a fé, minando todas as nossas inteligências e calando nosso senso crítico”.
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Pois é Samulel, esta é a imagem que o mundo supostamente cético vende da fé, e que os supostamente críticos aceitam, (acreditando que estão sendo críticos). Ao q pergunto:
1) Haveria ciência e tecnologia caso os cientistas não acreditassem que o nosso mundo é real, que ele é produto de uma mente inteligente, e por isso pode ser conhecido? Clar que não!!!! Evidência de tal colocação é que a ciência surge em uma civilização cristã.
2) Considerar que a fé seja um abandono e uma demonstração de que nem sempre podemos provar nossas crenças (por exemplo a inexistência de Deus) é uma faca de dois gumes, se considerarmos que a dúvida e a condição para a fé e vice-versa.
3) “A função da fé e te fazer aceitar áquilo que a sua inteligência e verdade rejeita”. Talvez Descartes, Pascal e cia sejam incultos, e até burros face ao seu altíssimo nível intelectual.
4) Acredito, que a função da fé seja dar parâmetros ao pesquisador para que ele possa tecer afirmações e até mesmo dúvidas sobre a realidade. Por Exemplo Descartes em sua sexta meditação percebeu que ao duvidar de tudo, não podia duvidar de si mesmo, um ser que duvidava.
No dia que vc ler a República perceberá que para Platão apenas o desenfreamento sexual da plebe era necessário para que as pessoas acreditassem na mentira de cidade justa que ele estava construindo. E note q o sexo é bem sensitivo. Mas a liberação do mesmo é usada como instrumento de amansamento.
Ao afirmar que “a fé é o firme fundamento (subistância) das coisas que se esperam, e a prova das que não se vêem” (Hb 11. 1). Preisamos entender que nem toda verdade é sensitiva, ou passível de experimentação (o sentimento que nutrimos pelos nossos familiares se enquadra perfeitamente bem aqui).
Abrcs.
janeiro 24th, 2010 às11:35
A única justificativa para se crer num deus é o medo. O ser humano, como tem medo daquilo que não conhece, cria um deus para manter a esperança de que tem um companheiro que o proteje. O triste fato é que nada conhecemos e não conheceremos nunca. Há muitos fatos e o cérebro humano é muito pequeno, incapaz de guardar ou conhecer a infinitésima parte disso. Por que então acreditar num ser (e mesmo dar qualidades a esse ser, como infinita bondade, por exemplo) sabendo que isso é a mais cruel e disparatada mentira? Se todos somos filhos de deus, por que alguns sofreram horrores queimados vivos ou arrancados, pedaço a pedaço, como fez a famigerada Inquisição?
janeiro 28th, 2010 às20:48
Acredito!
março 18th, 2010 às11:02
otimo!